A solução final: Auschwitz🇮🇩

Arbeit Macht Frei…

…que quer dizer “O trabalho te fará livre” e era assim que os judeus eram recebidos no campo de concentração mais cruel da Segunda Guerra Mundial, o campo de concentração de Auschwitz, no sul da Polônia.

Fuzilar tantas pessoas seria impossível, e claro seria uma tremenda pressão sobre os soldados da SS que teriam que cumprir a ordem. Muitos soldados mais tarde tiveram sérios problemas psicológicos em matar tantas pessoas por dia, principalmente quando mulheres e crianças estariam evolvidas.

E foi assim que eles tiveram a ideia chamada de “A solução final”. Um trabalho que se conseguia fazer com menos pessoas, matando 4400 judeus por dia nas câmaras de gás.

Arbeit Macht Frei
Portão de entrada com os dizeres “Arbeit Macht Frei” (O trabalho te fará livre)

Em 4 meses de mochilão pela Europa, esse com certeza foi o momento mais marcante, poder ver, tocar e sentir o drama da vida em Auschwitz.

O tour nos leva para percorrer o mesmo caminho dos prisioneiros desde o momento da chegada no acampamento até a temida câmara de gás. 

Os “pijamas listrados”

Nenhuma sala me chocou mais do que esta. Esse foi o primeiro bloco que entrei e foi um pouco sinistro, quando entrei estava meio vazio e passar por esses corredores me causou um certo arrepio, pois eu conseguia ver os judeus ali, andando de cabeça baixa. Ali tive a real sensação do que foi aquele lugar.

Os objetos

A exposição me fez perceber o real tamanho da crueldade dos crimes cometidos pelos nazistas. Pertences pessoais das vítimas. Centenas de óculos, sapatos, próteses ortopédicas, roupas infantis, objetos cerimoniais judeus, todos esses itens nos fazem lembrar das milhares de pessoas inocentes condenados no holocausto.
Lá também tem uma sala só de cabelos.

Muro da morte

Um dos locais mais tensos da visita, é o muro da morte, local que servia para execuções de prisioneiros com um tiro certeiro na nuca. Os corpos das vítimas depois, eram enviados para os fornos e reduzidos a cinzas.

O Muro da Morte é um dos mais importantes lugares de memória na área do acampamento. Milhares de pessoas foram executadas por lá. A maioria deles eram judeus e soldados soviéticos.

Em 1943, quando as execuções foram transferidas para o campo vizinho de Birkenau, o muro foi destruído. Mas em 1946, foi reconstruído por um grupo de sobreviventes de Auschwitz.

O alojamento

Se já é um pouco incomodo se hospedar em um hostel com 5, 6 ou 10 pessoas no mesmo quarto, imagine a ser submetido a esse nível sub-humano que os prisioneiros viviam. Esta seção da exposição mostra as condições de alojamento e sanitárias no campo. Em blocos originais preservadas você verá o interior das celas, fotografias e pinturas de ex-prisioneiros sendo maltratados.

Câmara de gás e crematório

Chegando ao final do tour, perto da saída, um galpão com uma enorme chaminé chama atenção. Não é por acaso, pois era ali onde os nazistas colocavam em prática a tal da “Solução Final”.

Dentro do edifício a gente vê dois fornos crematórios originais e uma sala onde o gás era solto, um testemunho chocante do sistema desumano de assassinato em massa.

Câmara de gás
Crematório
Crematório

Só de tocar no assunto, as lembranças ainda me causam arrepios, mas valeu a pena a viagem até lá. Preciso e vou voltar lá com um guia.

A existência do campo terminou em 27 de janeiro de 1945. Até hoje é comemorado o dia da sua libertação como o Dia Internacional do Holocausto.


Informações sobre Auschwitz

O convite para eu ir a Auschwitz, surgiu um dia antes na roda de amigos poloneses que conheci na capital (thanks Andżelika ), então eu fui meio que na sorte, arriscando a não entrar, pois eu não havia reservado ticket, a procura é alta e um dia antes já estavam todos esgotados.

Meu plano então, foi o seguinte: se eu não pudesse entrar, eu voltaria para Cracóvia e aproveitaria a cidade, mas eu consegui entrar depois das 16h de graça, mas sem guia. Por isso quero voltar lá, com um guia me explicando tudo, com certeza eu perdi muita história.

Portanto, minha dica é: Reserve com antecedência e com um guia.
– Para mais informações sobre a visita, acesse: visit.auschwitz.org

Como chegar: Varsóvia -> (3h trem) -> Cracóvia -> (40m ônibus) -> Auschwitz
– Na estação central de Varsóvia tem trem até a cidade de Cracóvia que leva mais ou menos umas 3h de viagem.
– Na estação da cidade de Cracóvia tem ônibus na porta que leva até a cidade vizinha de Auschwitz, que da entorno de 40 minutos.

Nesse trajeto de IDA eu fiz de carro com alguns amigos, e levou entorno de 3h30.

A volta fiz o caminho inverso do explicado acima e os valores não lembro com exatidão, mas foi mais ou menos:
ÔNIBUS (Auschwitz – Cracóvia): 16 zł (R$14)
TREM (Cracóvia – Varsóvia): 80 zł (R$67)

 

Falou, valeu!

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